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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Lugar, tempo, olhar... O lugar da presença no espaço, o lugar da presença no corpo

Ó sino da minha aldeia 

Ó sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro de minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho.
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.
Fernando Pessoa



Todos nós sabemos que vamos morrer, então, temos que buscar o poder de viver mais. Tem gente que acha que indo para a igreja pode chegar perto de Deus. Então, a escola levou a gente pra Goiás para a gente entender isso melhor.
(Luana, 3ºano"A")




Às vezes, temos medo porque a única certeza que temos na vida é que vamos morrer. Mas esse medo, essa sensação ruim, tem cura e uma das formas de nos aliviar é vivendo intensamente através da arte!

(Ana Beatriz, 3º ano"A")




No dia 14 de novembro, às 6:30h, partimos para Goiás e chegamos lá às 9:00.
(Sophia Santana, 3º ano”B”)





O motivo da viagem foi descobrir mais sobre as igrejas antigas e o que acontecia na nossa história.
(Evie, 3º ano “A”)


Toda vez que eu vejo uma igreja me pergunto: Quem a construiu?
(Pedro Assunção, 3ºano"A")


Uma das necessidades humanas é crer, ter fé!
(Helen Fabian, 3ºano"A")






Fomos ao museu de Arte Sacra e vimos várias imagens de santos. 
(João Rafael, 3º ano “A”)


Tenho esperança de morrer e reviver com a arte.
(Rafael, 3º ano"A")




Às vezes, a gente tem medo do escuro. E eu tenho fé de que a gente pode ter uma vida muito longa...
(Evie, 3ºano"A")



O mundo é arte e a arte me salva.
(Pedro, 3º ano"A")




A gente foi a uma antiga prisão de escravos. Lá encontramos cocá de índios e uma cadeira onde acontecia a forca quando o escravo desobedecia a uma ordem.
 (João Pedro Santos, 3º ano “A”)



Na Catedral de Sant’Ana nós desenhamos com lápis a carvão.
(Pedro, 3 ano “A”)














A igreja é alívio do ser humano e nós somos arte.
(Ísis, 3º ano "A")






Visitamos uma capela muito bonita, o teto da capela era todo pintado, parecendo o céu. Lá dentro tinha um museu com roupas de bispos.
(Rafael, 3º “A”)





O homem faz arte para não morrer.
(João Pedro S, 3ºano "A")




Paramos no Coreto e chupamos picolé de frutas para refrescar. 
(Bruno, 3º ano “A”)




Nós visitamos o chafariz, foi o lugar que mais me impressionou por sua história, eu fiquei pensando comigo mesmo: Como tem água derramando na torneira até hoje? Pois o “Chafariz de Caldas” é uma das fontes mais antigas de Goiás, e eu não sei como pode existir água até hoje!
(Pedro Ramos, 3º ano “B”)




Vimos o Rio Vermelho, mas o que mais gostei foi de entrar na igreja do Rosário por causa da estrutura de dentro, é perfeita, e até parece que queria chegar até o céu.
(Maria Luiza, 3º ano “B”)






Tenho medo quando penso: O que vai acontecer no final?
(Bruno, 3ºano "A")



A Catedral de Sant´Ana tem uma lenda: Havia um padre que fez algo que não alegrou muito o povo da cidade. Então, ele foi expulso da cidade de Goiás. O padre, revoltado, disse que a cada vez que reformassem a igreja ela desabaria. Não sabemos se foi coincidência, mas infelizmente isso aconteceu. Então, para evitar esse terrível problema, na última reforma,  não pintaram a igreja toda e ela nunca mais desabou!
 (Ana Beatriz, 3º ano “A”)







Na hora do almoço fomos a um restaurante que serviu comidas típicas: arroz com pequi, empadão goiano, quiabo e a sobremesa foi ambrosia. 
(Isis, 3º ano”A”)




O homem constrói igrejas pensando que ele está vivendo uma vida melhor.
(Vitor Alvarenga, 3º ano "B")





A fé em Deus me alivia porque quando eu morrer eu sei que posso ter uma segunda chance.
(Marcos, 3ºano "A")


Visitamos a igreja de Santa Bárbara, subimos uma grande escadaria e avistamos toda a cidade de Goiás.
(Charbel, 3º ano”A”)




No centro da cidade de Goiás conhecemos o artesanato.
(Millena, 3º ano “A”)












Quando eu entrei na igreja em Goiás senti conforto, porque o teto tinha a pintura do céu.
(João Rafeal, 3ºano "A")



Chamou-me a atenção a quantidade de velas derretidas ao pé da cruz... Seriam homenagens?
(Vitor Alvarenga, 3º ano “B”)





A arte das igrejas foi feita para que o ser humano se sinta perto do Deus todo poderoso
que dá poder para a pessoa enfrentar o medo. Dá coragem para enfrentar a morte dos familiares e amigos.
(Laís, 3º ano "B")




Quando penso que vou morrer, sinto medo porque vou sentir saudade das brincadeiras, 
do banho no rio e eu nunca mais vou falar com ninguém. Eu ficaria feliz de voltar à vida...
(Gabriel, 3ºano "B")



O que minimiza a angústia de morrer é você pensar que depois de "bater as botas" vai nascer em outro corpo. 
Mas tem gente que prefere pensar que quando "estica as canelas" o mundo acaba. 
Uma forma que o homem encontrou de minimizar a dor de morrer é rezando e indo à igreja.
Por isso, quando foram construir as igrejas, as fizeram  grandes, como a casa de Deus.
Também com arte você vive mais, porque vive a vida do personagem, sente o que ele sente e aproveita a vida.
(Maria Luiza, 3º ano"B")



As igrejas foram feitas para que o homem se sentisse no céu por causa dos vitrais, das abóbodas e dos desenhos.
(Pedro, 3º ano"B")






A cidade de Goiás nos deu de presente uma chuva de despedida, a chuva de ouro.
(Luana, 3º ano”A”)




Eu tenho fé porque estou vivo!
(Charbel, 3ºano "A")















Cada pessoa tem uma religião, tipo: católica, evangélica, judeu, espírita, mas nenhuma é melhor que a outra.
(Pedro, 3ºano "A")




Todos os humanos têm desejo de viver e medo de morrer. Antigamente, o homem começou a construir igrejas com arquiteturas magníficas para ficar mais perto de Deus.

(João Pedro Calassa,  3ºano "A")




“O que é a imagem? Ela remete a quê? O artista faz surgir a partir de seu corpo e de seu espírito, torna visíveis signos que atravessam a densidade dos sentidos depositados pela cultura e pela história. É uma combinação sutil ou radicalmente nova que atinge de maneira diferente a consciência de cada um que olha. Diante da obra, qual é a responsabilidade de quem olha? Compreendê-la? Pela carne, pelo espírito, pelo intelecto? Fazê-la sua? Individualmente? Coletivamente? 
Diante dessas indagações decidimos olhar juntos, a partir de nossas diferentes sensibilidades, pontos de vista e culturas. Olhar, olhar, verdadeiramente,  com paciência e atenção, com a consciência de tudo aquilo que afasta o olhar de hoje do olhar da Idade Média; e com a esperança também de preencher um pouco esse fosso, pelo estudo e contemplação; na busca, enfim, de ver emergir um olhar interior, que “prolonga o olhar dirigido ao mundo.”
(“Anne Louyot, Lugar, Tempo, Olhar)







A arte é uma coisa que deixa viver mais, a arte não deixa morrer. Ela abre e fecha o coração.
A arte encosta lá no céu...
A ARTE É UMA COISA SAGRADA.
A arte conhece a magia...
(Daniel Colicchio, 3º ano "B")





Silêncio

Para caminhar sobre
a delicada ponte que leva
aos olhos do outro,
todo silêncio é pouco.

Para ouvir a música
que se desprende
de todas as coisas belas,
todo silêncio é pouco.

Para sentir na pele
o veludo de um jardim,
quando a noite
envolve o mundo em sua
rede de estrelas,
todo silêncio é ouro...

Para entender,
palavra por palavra,
a voz que vem do coração,
todo o silêncio.

Roseana Murray






Projeto da Arte de Ouvir Ver e Sentir – 2013, 3º ano “A” e “B”)