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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Festa de Cultura Popular 2012


Ao lado da literatura, do pensamento intelectual letrado, correm as águas paralelas, solitárias e poderosas da memória e da imaginação popular

Câmara Cascudo (folclorista brasileiro)



Assim afirma Câmara Cascudo sobre a cultura popular e suas práticas: "A memória é a imaginação do povo, mantida comunicável pela tradição, movimentando as culturas, convergidas para o uso, através do tempo. (...) O Povo guarda e defende sua ciência tradicional, secular patrimônio onde há elementos de todas as idades e paragens do mundo".









E nossa memória de brasileiros não se esquece: é simplicidade unida à alegria das cores e brilhos de fantasias e chapéus; é a dança em roda do fogo celebrando a colheita farta; são grupos bizarros de dança aos pares remontando festas medievais europeias; é o lírico pastoril anunciando a vinda do “menino santo”; são bandeiras que se levantam; cirandas de flores e mãos dadas, aboios de calor e suor evocando bois, caixas e tambores ao som do coração, fitas que trançam bailados; brinquedos cantados em roda e salteados nos pés e nas mãos... Enfim, é nossa brasilidade estampada em festas de junho!

 


E é preciso elucidar, no entanto, que da mesma forma que parece quase unanimidade que essas manifestações expressem a alma do povo (sua história, suas crenças, sua forma de ver o mundo), é possível afirmar que mantê-las vivas em sua forma mais autêntica se torna um desafio cada vez maior em tempos pós-modernos. E nós, como espaço de educação e promotor de cultura, não podemos nos isentar dessa reflexão:




Quais iniciativas vêm sendo tomadas no intuito de manter vivas as tradições da cultura popular? Como manter acesa essa chama se o interesse do público por tais manifestações cada dia se esmorece? 












Precisamos travar uma aproximação das crianças com elementos da cultura popular brasileira, não para que elas venham exercer qualquer tipo de adoração ou profissão de fé. Nossa escola propõe uma educação laica, pautada nos direitos humanos fundamentais.





O que desejamos é que a cultura popular não seja vista apenas como um conjunto de coisas exóticas e distantes da realidade da população urbana.













 Pois que a diversidade dos folguedos identificados no Brasil é imensa e decorre da própria história de formação do nosso país, recebendo influência europeia, indígena e africana, dentre outros povos e nações. Isso faz da cultura popular do Brasil algo único, um verdadeiro mosaico que traz em seu bojo a identidade nacional.




Neste ano de 2012, mais uma vez, trazemos para o palco amostras dessas manifestações populares.


 E como o Brasil é uma terra de mil povos, da mesma forma nossa festa reflete a “colcha de retalhos” de que fazemos parte. Isso tudo sem perder o traço característico de nosso trabalho, que são a pesquisa e a criação, a arte.












A riqueza cultural brasileira necessita de olhos, ouvidos, mãos: sentidos, enfim, que a observem e a percebam... E reside aí o nosso compromisso, o nosso investimento primoroso.


Professora Renúsia Rodrigues (coordenadora pedagógica)
                                                                             Fotos: Profª Bárbara Sant´Anna Miguel