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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Criança Sabida

"Do ponto de vista científico, nos últimos 30 anos, nossas ideias sobre crianças foram totalmente revolucionadas. Em vez de pensar nelas como tábuas rasas ou vivendo em uma completa confusão, agora estamos nos dando conta de que são as melhores cientistas e aprendizes do universo."
trecho do filme "O Começo da Vida". 


Historicamente, as crianças foram tratadas com certo descaso pela humanidade. Até o século XII, as condições gerais de higiene e saúde eram muito precárias, o que tornava o índice de mortalidade infantil muito alto. Pode-se apresentar um argumento contundente para demonstrar que a suposta indiferença com relação à infância nos períodos medieval e moderno resultou em uma postura insensível com relação à criação de filhos. E, ainda sim, as crianças que conseguiam atingir uma certa idade não possuíam identidade própria, só vindo a tê-la quando conseguissem fazer coisas semelhantes àquelas realizadas pelos adultos, com as quais estavam misturadas. Sendo assim, dos adultos que lidavam com as crianças não era exigida nenhuma preparação. Tal atendimento contava com as chamadas criadeiras, amas de leite ou mães mercenárias. 

“Até por volta do século XII, a arte medieval desconhecia a infância ou não tentava representa - la. É difícil crer que essa ausência se devesse à incompetência ou a falta de habilidade. É mais provável que não houvesse lugar para a infância nesse 2 mundo” (ÁRIES,1981, p.50).


“A “descoberta” da infância teria de esperar pelos séculos XV, XVI e XVII, quando então se reconheceria que as crianças precisavam de tratamento especial, “uma espécie de quarentena”, antes que pudessem integrar o mundo dos adultos” ( HEYWOOD, 2004, p.23).


A mudança de paradigma no que se refere ao conceito de infância está diretamente ligada com o fato de que as crianças eram consideradas adultos imperfeitos. Sendo assim, essa etapa da vida provavelmente seria de pouco interesse. 

“Somente em épocas comparativamente recentes veio a surgir um sentimento de que as crianças são especiais e diferentes, e, portanto, dignas de ser estudadas por si sós”. ( HEYWOOD, 2004, p.10). 

A forma como é vista a infância hoje em dia é consequência das constantes transformações pelas quais passamos, enquanto sociedade, É muito importante percebermos  essas transformações para compreendermos a dimensão que a infância ocupa atualmente.



“Este percurso (esta história), por outro lado, só foi possível porque também se modificaram na sociedade as maneiras de se pensar o que é ser criança e a importância que foi dada ao momento específico da infância”. (BUJES, 2001, p.13)

"Eu existo para aprender tudo o que existe no mundo." 


(Ana Catarina, 4º Ano A)

"Eu me encontro na ciência, acho minha cara! Gosto de fazer todas as experiências científicas e ir à exposições. Eu também me encontro no abraço porque eu amo abraçar! Mereço o título: “A criança dos abraços”."

(Thiago, 4º Ano A)

"Em minha opinião o mundo tem novidades eternas e a cada vez que descobrimos, nascemos de novo." 
(Kauã, 4º Ano A)
 

"Eu acredito que a vida é pra aprender a viver e a amar... ”. 

(Lisa, 4º Ano A)


"Eu sou a busca, isso mesmo, nós somos a busca... Sim, viver é buscar." 

(Fábio Filho, 4º Ano A)



 "Eu me encontro na arte." 
(Vitor, 4º Ano A)

"Eu estou no mundo para ser eu mesmo, para dormir, acordar, rir, chorar, ler, alegrar, aprender..."

(Pedro Castro, 4º Ano A) 

"Estou aqui para tentar melhorar o mundo para se viver." 

(Murilo Uchôa, 5º Ano A)


"Eu estou aqui para revolucionar!" 

(João Luiz, 5º Ano A)

"Eu me encontro quando me comunico com Deus, pois posso expressar todas as minhas emoções: raiva, dor, tristeza e até ódio; coisas que me sinto a vontade de dizer só para Ele."

(Maria Clara, 5º Ano A)

"O que nos move é o desejo." 

(Liz, 5º Ano A)


"Quando eu conheço uma coisa nova, eu mudo." 


(Fábio Filho, 4º Ano A)


"Ninguém sabe tudo! Será que minha mãe sabe por que a gente morre? Como o organismo  humano cria uma outra vida? Por que temos a digital diferente? Todo dia é para aprender."

(Sara, 4º Ano A)

"Em minha opinião, é preciso saber, parar e pensar por que estamos vivos. Esta é a pergunta que todo ser humano pensa. Por que estamos aqui? De onde viemos?" 

(Lisa, 4º Ano A)


Não há possibilidades de "futuro melhor", se não olharmos para as crianças enquanto indivíduos. Elas sentem e entendem as questões humanas, até mais e melhor que os adultos. Tratando com respeito a infância, plantamos sementes capazes de darem frutos de pensamentos e ações imensuravelmente benéficos para a sociedade.