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segunda-feira, 13 de junho de 2016

O livro dos abraços

E era por isso que ela gostava daqueles (a)braços. 
Os apertados. Porque era ali.
 Era ali que ela encontrava tudo o que tinha de mais bonito.
Caio Fernando Abreu




Abraçar é um verbo transitivo direto e pronominal. Significa envolver (algo ou alguém) com os braços, mantendo-o junto ao peito; cingir com os braços; cercar, envolver, circundar. Alguns dizem que é a forma perfeita de mostrar o que as palavras não conseguem dizer. Há, ainda, quem seja adepto a inventar abraços. “Criar abraços. Inaugurar abraços. Realizar um dicionário de abraços. Um idioma de abraços”.
Eduardo Galeano tem a incrível capacidade de dedilhar a alma humana sem fazer estragos. O ‘Livro dos Abraços’ é para nos lembrar de descansar a cabeça em algum braço quente, apesar das durezas do mundo.
No tempo em que se confunde militância com ódio e radicalismo, no tempo em que a indignação é seletiva, e, por vezes, cega, no tempo em que perdemos o tato e a sensibilidade, Eduardo Galeano se faz necessário. Exercitando seu desejo com sensibilidade e, por vezes, de forma cortante, Galeano deixou esse mundo e se tornou uma prece urgente na humanidade... em seu conto-poema, "O mundo", nos lembra que toda chama, seja ela grande ou pequena, um dia se apaga. Enfim, Eduardo Galeano se foi.
Não há como passar impune. O autor conseguiu reunir em um só livro todo seu significado na vida. Eduardo poeta. Eduardo político. Eduardo místico. Eduardo teólogo. Este livro que nos abraçou com seus pequenos dedinhos, é um livro-polvo que nos enlaçou por inteiro... 








Eduardo Galeano escreveu micro-história de “micro-gentes”. “Gentes objeto”, “gentes coisa”, pessoas desprezadas. Histórias sobre pessoas esquecidas e sem valor, sem  utilidade.  (Ana Carolina Barbosa, 3º Ano A)


Eduardo Galeano escreveu sobre pessoas invisíveis para outras pessoas. (Anna Catarina, 3º Ano A)





Humanizar-se é refletir sobre as suas atitudes. É respeitar o próximo. (Thiago, 3º Ano A)



Todo mundo tem uma história na vida! E a leitura da história nos ajuda a crescer mais a cada dia. (Ivy Odara, 3º Ano A)





São histórias de pessoas que só o Eduardo Galeano viu... (Fábio Filho, 3º Ano A)


O ser humano precisa ser mais humano porque ele é egoísta e só pensa no agora. A história da fome realmente me tocou. Enquanto eu lia, senti a dor daquela pessoa, apesar de eu nunca ter passado fome. (Bruna, 3º Ano A)



A gente precisa ser humano melhor. (Enzo, 3º Ano A)



Micro histórias são textos pequenos, bem elaborados e críticos. (Fernanda, 3º Ano A)





Ser humano é ter todos os sentimentos. (Henrique Curado, 3º Ano A)


Os negros, as mulheres, as crianças são vistos como desimportantes. (Helena, 3º Ano A)



O planeta Terra precisa da humanização para ficar equilibrado. (Gabriel, 3º Ano A)






Eduardo Galeano se lembrou dos seres desimportantes por causa da desigualdade social. (Sara, 3º Ano A)



Ser humano é ser sensível! (Kauã, 3º Ano A)



Por que os negros, os pobres e as mulheres são pessoas desimportantes aos olhos da nossa sociedade? (Isabela, 3º Ano A)




Humanizar é se colocar no lugar do outro. (Lucas, 3º Ano A)





Humanizar-se é ser fraterno, uma amizade sem fim... (Heloisa, 3º Ano B)



Eduardo Galeano escreveu histórias de pessoas desimportantes, pessoas que podem ser qualquer um. (Maria Luiza, 3º Ano B)




Tornar-se mais humano significa se aproximar mais do outro, ter amor. (Maitê, 3º Ano B)


O Livro dos Abraços me tornou mais humana. A literatura me ajuda porque vou evoluindo com a leitura. (Pietra, 3º Ano B)




Para Galeano as “micro gentes” são  gigantes, são mais gente. (Pedro, 3º Ano B)



A gente precisa se amar mais, se abraçar mais e ser mais amigo. (Marcos Henrique, 3º Ano B)



O mundo precisa se tornar mais humano porque a pessoas só se preocupam com elas mesmas e não com os outros. O Livro dos Abraços me ensinou a sonhar com essas coisas. (Ana Gabriela, 3º Ano B)




Atividade Literária realizada pelos alunos do 3º Ano, professores Sávio e Michelly.