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terça-feira, 14 de julho de 2015

Somos Todos Diferentes

"O que põe o mundo em movimento é a interação das diferenças,
suas atrações e repulsões; a vida é pluralidade, morte é uniformidade"
Octavio Paz

Em um vídeo publicado recentemente pelo TEDx, Daniel Becker (médico pediatra especialista em homeopatia e mestre em saúde pública), afirma que estamos rotulando, normatizando e impedindo que crianças sejam elas mesmas. 

Estamos? 
Sim, enquanto sociedade estamos! Fazemos isso sempre que insistimos para que nossas crianças se encaixem em determinado padrão.

É importante entendermos que para o bem das crianças e de toda sociedade, devemos respeitar suas aptdões e seus limites. 

Ao garoto bom de bola, vamos passar a bola. E a garota? Sim, para ela também.

  

 Para o gênio da matemática, façamos silêncio! E como tão importante quanto a matématica é a arte, para os artistas vamos entregar os microfones, aumentar o volume, dar  tinta e pincel, e juntos, colocar a mão na massa.

  

E para os que escrevem, inventam, imaginam? Para esses oferecemos vivências, experiências, inspiração. 

Cada criança deve ser observada por olhares atentos que a  perceba como indivíduo único, e apenas a deixe ser. Ela precisa ser respeitada em seu processo de aprendizagem, com incentivo, informação e orientação. Sem comparações e cobranças desnecessárias ou exageradas. 



Sendo quem são e fazendo aquilo que sabem e gostam, essas crianças serão felizes enquanto crianças, e amanhã, adultas, serão boas e seguras o bastante para alcançarem suas metas. 

A escola tem papel importante na descoberta do "eu mesmo" de cada criança, mas é fundamental que família e sociedade sejam consciêntes de como é importante a preservação das diferenças e entendam que o contato com as diferentes formas de ver o mundo, com os diferentes valores, com as diferentes pessoas, possibilitam às crianças maiores oportunidades de construiur uma opinião consistente e autônoma. 

É convivendo com o diferente que  aprendemos a respeitar tudo aquilo que o outro é. Porém, só será possível conviver com o diferente se permitirmos que ele exista.