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terça-feira, 5 de maio de 2015

A ALEGRIA DE LER, PENSAR, SENTIR E CRIAR

Para educar a inteligência, a sensibilidade e a imaginação, nos propomos a um olhar minucioso e diferenciado, a uma escuta poética através da literatura. Leiam e observem como a prática das atividades literárias nos permite a integração das dimensões intelectuais e da sensibilidade, a integração do pensamento e das emoções em experiências que vão além da razão. Queremos demonstrar como os livros literários adotados, e os trabalhos em torno deles nos possibilitam a alegria de pensar, sentir e criar. Agora, o desejo é que os nossos resultados   ultrapassem a escola e cheguem às casas, às ruas, às pessoas, à você...


Bárbaro - Renato Moriconi (8574065749)

"Bárbaro" – Infantil 2 anos
Autora : Renato Mariconi
Editora: Companhia das Letrinhas 

1. Bárbaro é um guerreiro valente, que usa uma espada, um escudo e luta muito bravamente. É um guerreiro que não tem medo de nada, nem de dragões ou de feras malvadas. Mas será que bárbaros choram, ficam tristes e chamam pelo papai? Para você, o que fez o nosso herói chorar? Um monstro terrível? Uma dor? Ou uma saudade? E você, que também é corajoso, o que te faz chorar? Responda usando desenhos e palavras.


Ricardo, Infantil 2 anos


Henrique,





2. Bárbaro é um livro só de imagens. Um livro de imagens é cheio de silêncios e figuras. Quem desenhou foi Renato Moriconi. Ele é um artista visual e escritor, seus livros são bárbaros!!! O que você mais gostou na obra? Da cor assustadora dos monstros? Das muitas flechas traçadas, da textura brincante do carrossel? Responda sem nenhum ruído, com muitas cores, em traços largos e fortes.

Isabel, Infantil 2 anos

Miguel, Infantil 2 anos


LauraInfantil 2 anos
3. Em nossa vida, muitas vezes, temos que lutar contra alguns monstros. Às vezes, nem temos ideia do tamanho e do perigo que eles têm. O que nos salva é fechar os olhos e sonhar, assim como fez Bárbaro. E você, é um pequeno bárbaro? Quais monstros você quer enfrentar? Antes de responder, primeiro observe detalhadamente as cores e as formas das feras de Renato Moriconi, depois desenhe...


Davi, Infantil 2 anos

Isadora, Infantil 2 anos
Clarice, Infantil 2 anos

"Eu" – Infantil 3 anos
Autora : Menena Cottin
Editora: Pallas
“Eu é um outro”
Rimbaud


1. Quem criou o livro “Eu”, para você, para mim e para todo mundo, foi Menena Cottin. Como ela sabe quem sou eu? Na capa tem respostas para nossas perguntas?  Um fundo preto e branco, e o título: “Eu”... E depois, o que tem dentro?
Registre usando palavras e desenhos, todas as surpresas que você espera encontrar.

Clara, Infantil 3 anos B


2. “Eu sou eu porque tenho a minha mãe, o meu pai, uma casa só minha, brinquedos meus, vô, vó... todinhos só pra mim. Minha vida é porque os tenho para muito me amarem, para sorrir, cantar, correr, fazer perguntas... Assim vou aprendendo quem eu sou.”
Agora, a professora trouxe um livro com toda essa história dentro. Que tal levar o livro para casa e viver a alegria  de crescer e aprender com o outro, quem você é? Depois, registre com palavras ou desenhos, todas as pessoas queridas, as brincadeiras mais alegres, os momentos mais importantes, enfim, tudo o que faz você ser quem você é, e ninguém mais!

Laura, Clara, Infantil 3 anos B

3. A ilustração do nosso livro pode parecer não ter  nenhuma graça aos olhos mais apressados e desatentos. Mas nós, leitores experientes que somos, sabemos que a beleza está na simplicidade e na forma como somos surpreendidos. O assombro está nas sombras entre cores amarelas.  Não reconhecemos os rostos. São as figuras que dão ritmo e modo para a história, ao mesmo tempo em que representam você, eu ou o seu amigo, descobrindo a alegria de ser...
Observe atentamente todas as imagens do seu livro. O que mais te chamou a atenção?  Em algum momento, você se enxergou nas ilustrações? Para responder,  você escreve e a professora transcreve.


 Beatriz, Infantil 3 anos B

4. No final do livro “Eu”, a autora,  Menena Cottin, faz chegar um irmão.  Será que um irmão também nos ajuda a ser quem somos? Você tem um irmão? Quem você é, para ele? É um amigo? Um parceiro para muitas brincadeiras?   Alguém   que,   em   alguns  momentos, sente vontade de ter as pessoas  e as coisas só para si? Uma pessoa com quem seu irmão pode contar para amá-lo? Responda usando palavras e desenhos.


Giovana, Infantil 3 anos B



"As Regras do Verão" – Infantil 4 anos
Autor : Shaun Tan
Editora: Kalandraka




1. Você já pensou em como seria bom ter um livro cheio de aventuras em dias plenos de verão? O que será que tem dentro de um livro onde as crianças brincam em tempos de sol e férias? Que cor teria? Seriam muitos os desenhos?  A história faria sonhar? Quem seriam os principais personagens? Será que a capa pode responder a tudo isso? Procure, em cada  detalhe, as pistas que o autor Shaun Tan nos deixou para sabermos o que tem dentro dessas “Regras de Verão”. Depois, nos conte tudo usando desenhos e palavras.




Ana Magalhães, Infantil 4 anos A

2. Shaun Tan no seu livro “As Regras de Verão” usou o pincel e as cores para nos surpreender e encantar. Suas pinceladas fortes enchem as páginas e constroem um mundo cheio de belíssimas  imagens. Você reparou em como ele fez  animais gigantescos perambularem  pelas  ruas  estreitas?   Viu   como  desenhou   figuras mecanizadas que, quando não estão inertes, brincam com as crianças? Vire as páginas e observe como o autor pintou diferentes expressões para os  personagens. Que bonito...

2.1. Que imagem lhe chamou mais atenção? Por quê? Responda usando desenhos e palavras.

Iasmin, Infantil 4 anos A



Iasmin, Infantil 4 anos A


João Paulo, Agrupamento de 4 anos A


Francisco, Infantil 4 anos B




"Desenhando na Cidade"– Infantil 5 anos
Autor : Tejubehan
Editora: WMF Martins

"A mulher é entre os elementos da natureza,
Aquele que mais faz vibrar as cordas do artista
E mantém preferência absoluta em seus quadros.’’
Di  Cavalcante





1.Tejubehan nasceu na Índia, país onde a cultura e a arte são ricas, porém, muito diferente da nossa. A cultura é extremamente patriarcal. As mulheres indianas não podem cantar em público, dirigir, andar de bicicleta, mostrar os cabelos...
A  autora conseguiu fazer as coisas que desejava, mas que a sua cultura não permitia, através da arte. Ela imaginou e criou, com desenhos, um mundo onde ser mulher significa ser livre.
1.1. Folheie novamente o seu livro e observe atentamente  a riqueza de detalhes produzidas por Tejubehan. Em seguida, liste as alegrias sonhadas pela autora para as mulheres da sua cidade.


Giovana, Infantil 5 anos A


2. "Desenhando na Cidade" foi impresso em ‘silkscreen’ e encadernado à mão, em papel artesanal. A capa é colorida com corantes tradicionais indianos, e emana um cheiro de terra delicioso. É um trabalho com requinte amoroso. Utilize o olfato para ler o livro. Feche os olhos e se delicie com o aroma.

Agora, de olhos bem abertos, explore outros sentidos: tato e visão. A professora irá lhe oferecer tinta, lápis, giz de cera e cola colorida, na cor preta, para que você possa  fazer uma releitura dos trabalhos de Tejubehan. Divirta-se no espaço abaixo.




3. Utilizando desenhos e palavras Tejubehan narra, nas primeiras páginas do livro,  a sua infância, sua felicidade dentro e fora de casa. E você, como descreve sua meninice? Utilize o espaço abaixo para registrar. Depois, ilustre essas aventuras com cores da sua fantasia.

Leonora, Infantil 5 anos B
Marcela, Infantil 5 anos B

4. Tejunbehan descreve, de forma poética, a vida  na sua aldeia, o papel da mulher e do homem, a trajetória das crianças, jovens e adultos de sua cidade (Alhmedabad, no oeste da índia). E você, como descreveria o papel da mulher, do homem e das crianças na sua aldeia, em sua cidade? Eles exercem as mesmas funções? Podem as mesmas coisas?  As mulheres que você conhece tem algo em comum com as mulheres descritas pela   autora? Responda no espaço abaixo.

Isabela, Infantil 5 anos A



Isabela, Infantil 5 anos A
"O Livro das Preguntas" -  1º Ano
Autor : Pablo Neruda
Tradutor: Ferreia  Gullar
Ilustrador: Isidoro Ferrer
Editora: Cosac Naify
“Vivendo, se aprende;
mas o que se aprende mais
é só a fazer outras maiores perguntas.”
Guimarães Rosa




  Existe um vaivém de incertezas e de perguntas que não são respondidas e que nos levam a questionar: “Mas por quê?” E as respostas, que muitas vezes partem dos adultos, são quase sempre: “Porque sim!”.
 Não abra o livro das perguntas esperando encontrar  respostas. Pablo Neruda nos oferece o mistério e guarda no bolso a chave que nos permite entrar. São perguntas abertas, filosóficas, retóricas... Perguntas cujas as respostas são outras perguntas que se movem no terreno do poético.
 Você está pronto para encher sua cabeça de  belos questionamentos? Abra o seu livro!



1. Considerado um dos mais bonitos testamentos poéticos da literatura em língua espanhola, a obra revela o menino que irrompe no velho poeta para fazer as indagações mais surpreendentes: Por que é tão dura a doçura do coração da cereja? Ao ler esses questionamentos poéticos, provavelmente você se sentiu instigado a fazer novas perguntas. Formule-as, não tenha medo de que elas pareçam estapafúrdias aos olhos do mundo...

Toda pergunta tem resposta? (Ana Clara, 1º Ano B)
Por que o céu de dia fica azul e de noite fica preto? (Henrique, 1º Ano A)
Aonde as estrelas vão morrer? (Joaquim, 1º Ano A)
Será que existe casa lá no céu? (João Antônio, 1º Ano A)
Os tubarões comem as sereias? (Gabriela, 1º Ano A)
Por que o arco-íris não tem preto? (Vitória, 1º Ano B)
Por que o vento não é fumaça? (Henrique, 1º Ano B)


Maria Flor, 1º Ano A

Laura, 1º Ano A




2. Um dos últimos textos do poeta chileno, “O livro das perguntas”, foi lançado postumamente, em 1974, e no Brasil tem tradução do poeta Ferreira Gullar. A tradução literária exige que o tradutor incorpore o autor original e recrie a sua obra em outro idioma. Nenhuma tradução é perfeita. A partir do momento em que uma palavra foi traduzida, a mensagem original já se perdeu. Mas não se preocupe... Isso é um processo natural. É justamente por isso que a tradução literária é uma arte. Converse com seus colegas e responda: Ferreira Gullar também pode ser considerado autor do “O livro das perguntas”? Explique.

Sim, porque  como tradutor ele teve que reinventar algumas palavras, então ele também é autor do livro. (Luiza, 1º Ano A)


Marina, 1º Ano A

Antônio, 1º Ano A


3. O poeta formula questões à semelhança de como as crianças perguntam a seus pais na sua conhecida “fase dos porquês”. É, sem dúvida, uma volta ao início, uma volta às origens das primeiras comunicações que travamos na infância. Mas, ao crescermos, muitas vezes, deixamos as perguntas de lado. Passamos a nos preocupar em formular respostas. Geralmente buscamos a resposta no terreno do científico, não mais na poesia como fazem as crianças. No entanto, nós sabemos que a ciência não consegue responder a todas as nossas inquietações... Pergunte a um adulto querido quais  perguntas, ao longo da vida, ainda estão sem respostas. Registre.

Aonde começa o arco-íris?
Para onde vamos depois de morrer?
Qual o milagre da vida?
Por que o mistério do mundo não tem fim?
Por que todas as crianças do mundo não têm acesso a educação?
Por que a natureza é tão perfeita?
Por que os homens não podem usar vestidos?
Por que os adultos complicam as coisas? 
(Pais dos alunos do 1º Ano)


Raquel, 1º Ano A
Yasmin, 1º Ano A
"Os Fantásticos Livros Voadores de Modesto Máximo" - 2º Ano
Autor: William Joyce
Tradução: Elvira Vigna
Editora: Rocco



1. Vamos fazer uma investigação a respeito da obra conhecendo a capa do livro? Essa é uma pré-leitura que fazemos do texto.  Pegue seu livro, procure observar tudo: olhe com atenção, veja os detalhes, as cores, as imagens a letra usada, enfim, leia o que for possível, exercitando a sua capacidade de interpretação e entendimento. Deixe a imaginação falar bem alto. O que você consegue perceber na ilustração? Registre tudo o que conseguir ver, depois compartilhe com seus colegas, as suas observações. 


Na capa, vejo vários livros. A capa é muito colorida e as letras são douradas. Tem um homem no meio dos livros e ele está em uma varanda. Está em uma cadeira verde em frente a uma porta e é noite. Dá para perceber que ele gosta muito de livros e está escrevendo. (Isadora, 2º Ano A)




2. Na capa nos deparamos com letras douradas. Seria para representar o valor da palavra? A palavra é uma joia muito valiosa e de cifra$ incalculávei$?  O que a palavra significa para você? 
A palavra é um tesouro, mas para mim, de verdade, a palavra é tudo! (Ana Catarina, 2º Ano A)



3. Já dizia o poeta que a arte existe porque a vida não basta. Leia o depoimento do autor do nosso livro sobre esse assunto:

«Los niños necesitan creeren algo mágico y mejor que la realidad»
«Cuidaremos a los niños de la Tierra/Les guiaremos para que no se acerquen a los caminos del mal/Que tengan el corazón feliz, el alma valiente y lãs mejillas rosadas/Guardaremos com nuestra vida sus esperanzas y sus sueños, porque sonlo único que tenemos, lo único que somos, y lo único que llegaremos a ser».

3.1 Você concorda com a afirmação de William Joyce? A arte e a literatura fazem o seu coração feliz? Fazem você sonhar? Justifique.

Sim, porque a arte mexe com o nosso coração, faz sentir tristeza, felicidade e vida. (Henrique, 2º Ano A)
4. William Joyce escreveu sobre a bonita relação entre o homem e o livro. Dentro de um bom livro a vida ganha cor e alegria... Usando de metáforas, a fantasia resgata a nossa humanidade. Você já foi salvo por algo que leu? Em um dia ruim, um livro já lhe fez se sentir melhor? Como? Relate.


Um dia, eu não estava me sentindo bem quando li “Um dia na vida de Amos McGee”. O livro me fez sentir melhor, eu me senti dentro do livro com Amos e seus amigos. (Valentine, 2º Ano A)



5. As tonalidades da obra são predominantemente acastanhadas aos olhos, sendo quase tudo em claro-escuro,  luz-escuridão... Será que essas tonalidades e o jogo feito foram escolhidas por algum propósito? Elas melhor comunicam uma determinada época? Que época seria essa? Como são retratadas as pessoas (personagens)? Há uma áurea quase embaçada em torno de Modesto? Qual a intenção do autor frente a isso?


As tonalidades indicam que Modesto vive em uma época mais antiga. As roupas também são antigas. Também o chapéu de Modesto Máximo é antigo. As páginas são meio amareladas, mas quando Modesto Máximo ficava alegre, as páginas ficavam coloridas. Ao redor de Modesto acende uma luz que significa que a leitura traz conhecimento, inteligência e alegria. (Isadora, 2º Ano A)

Esse livro me trouxe inspiração. Gostei muito de fazer a atividade literária. Amei tudo! O livro é arte! (Bruna, 2º Ano A)

"Mel na Boca" - 3º Ano
Autor: André Neves
Editora: Cortez


(...)"passei a vida tentando escrever em língua de brincar. 
Minhas palavras são de meu tamanho;
 eu sou miúdo e tenho o olhar pra baixo. 
Vejo melhor o cisco. 
Minhas palavras aprenderam a gostar do cisco,
 isto é, da palavra cisco. 
E das coisas jogadas fora, no cisco. 
Pra ser mais correto: 
as coisas que moram em terreno baldio”.

Manoel de Barros


Meninos banhados de doçura,
Temos exercitado tanto nossos olhares para além! Nessa busca curiosa e intrigante, desvelamos a importância das imagens, das letras dentro de cada um permeando nossa linguagem, nosso modo de agir e observar o mundo. Isso é muito bonito! Essa descoberta vai além das expectativas de qualquer educador...
Vigiamos a vida pelas imagens captadas no nosso olhar... Ver - verbo transitivo direto; como concebemos a pouco, não alcança a linguagem que tanto almejamos: a do olhar reflexivo; não necessariamente coerente, mas sempre diferente - aprendemos isso com André Neves e com todos vocês.
Estamos e somos - Nessa perspectiva é que questionamos: como é sentir um mel na boca? 

1. O título de nosso livro é “Mel na Boca”. Esta é uma expressão corriqueira, utilizada para dizer sobre sabores, sobre a doçura. O mel nos remete à delicadeza e a boca é responsável pela sensação dos sabores...os sabores da vida que entram ou saem pela nossa boca. Com as palavras temos possibilidades! Possibilidades de sentir sabores e também de conceder doces alternativas à outros, de transmitir o mel, a sensibilidade.  Resgate em sua memória, momentos familiares que emanam docilidade e registre. 


Quando eu estava no Natal com a minha família, fizemos um amigo secreto e eu tirei o nome do meu avô. Ele me ensinou a amar as pessoas e a gostar delas do jeito que elas são. (Bruna, 3º Ano A)

Eu gosto quando eu e minha mãe andamos de bicicleta. ( André, 3º Ano A)



Davi, 3 Ano A
2. Tino, o menino-passarinho, adora cantar. Assim segue cantarolando as músicas que o seu avô ensinou. Descobre, experimentando, que há música nas coisas mais triviais da vida, como panelas e bicicletas. E você, o que pensa sobre a música? O que sente ao ouvir uma bela composição musical? Deleite-se escutando sua música preferida e, em seguida, inspirado (a), escreva um parágrafo sobre os afetos e sentimentos que a canção te despertou.

Eu gosto muito de música, ela me toca, agrada meus ouvidos, me completa, me constrói. Uma das minhas músicas preferidas é "Linhas Tortas" de Gabriel Pensador. ( Liz, 3º Ano A)

Nicoly, 3º Ano A

3. Adentramos o livro através de um portão e muro baixinhos... quase como um convite à liberdade. A ilustração de André Neves, trouxe para nossos olhos a leveza, riqueza de detalhes e o afeto impregnado em cada traço! Em uma entrevista à Editora Callis, André Neves diz que o ilustrador desperta no leitor a vontade de estar na história, através daquilo que lê e vê. Além disso, diz que seu trabalho é muito influenciado pelas cores de Pernambuco, sua terra natal. Folheie o livro e observe as imagens, as palavras, o "jeito" de dizer... Você conhece outro livro do mesmo autor? Já leu algo parecido? Existe, em seu acervo literário, alguma obra que você tenha rememorado depois de fazer essa nova leitura?  

Conheço "Obax" e "Tom" (Arthur, 3º Ano A)


Conheço "Obax", "Lino" e "Tom". Adorei todos esses livros.(Anna Júlia, 3º Ano A)






André, 3º Ano A
4. Em Mel na Boca, os pássaros são presença constante, nas ilustrações e na história. Folheie o livro e observe atentamente. Será que temos algo em comum com os pássaros? Por que o ilustrador nos leva a essa constante aproximação, entre pássaros e seres humanos? O que a imagem do pássaro desperta em sua imaginação?

Nós, seres humanos, temos em comum com os pássaros a sensação de que, `as vezes, ficamos presos dentro de nós mesmos, e quando estamos presos, queremos voar.(Liz, 3º Ano A)

Nós somos arte e os pássaros também... Os humanos desejam a liberdade tanto quanto os pássaros. (Maria Clara, 3º Ano A)



João Luiz, 3º Ano A

5. O ser humano tem tentado, durante a história, se definir. Será que isso é tarefa fácil? O que somos? Nosso querido poeta, Manoel de Barros, tem um palpite interessante:
“A gente é rascunho de pássaro 
Não acabaram de fazer...
                            (Matéria de Poesia, 1974)
Somos seres difíceis de definir, mas posso me definir com apenas uma palavra: única!(Ana Luisa, 3º Ano A) 


Anna Júlia, 3º Ano A

"A invenção de Hugo Cabret" - 4º Ano
Autor: Brian Selznick
Editora: SM



Menino poeta e em ponto de sonho, 
Será que a atração pelas coisas luminosas, brilhantes, resplandecentes, pode explicar o encantamento do ser humano diante de uma tela de cinema? Por que reagimos com tantas emoções em face dessas “irrealidades iluminadas” como se fossem intensas realidades? Será que é porque desejamos escapar de uma existência insatisfatória para uma “vida” sem riscos? Por que a nossa própria existência não nos basta? Por que esse desejo de completar a nossa vida incompleta através de outras figuras e outras formas? Por que, da penumbra do cinema, fixamos o nosso olhar admirado em uma tela iluminada, onde acontece algo que é fictício e que tão completamente absorve a nossa atenção? É claro que o homem quer ser mais do que apenas ele mesmo! Deseja e sente e tenta alcançar a plenitude!  É um ser faminto de vida e de viveres... Então,  prepare-se para adentrar uma bela e fantástica realidade inventada! Tudo criado pela mente incrível do escritor americano Brian Selznick. 


1.O universo da criação literária, é uma linguagem que pode se apoiar no mundo real, mas não tem compromisso com a realidade, está além e acima dela, porque é enriquecida pelo poder criador e transformador da realidade, na pessoa do escritor. O leitor também tem uma gama infinita de possibilidades de interpretação, de acrescentar, recriar ou incorporar-se ao texto.  Mesmo a descrição de um personagem, no seu aspecto físico e psicológico, mexe com a imaginação do leitor, por empatia ou por assemelhação ou desprezo, pode levá-lo a refletir-se nele e a imaginar aspectos além dos descritos pelo autor, despertando seu instinto criativo. Cada leitor pode recriar na sua mente um tipo físico, psicológico, seja por se projetar nesses personagens, seja por idealizar o tipo que gostaria de ser ou de emoções que gostaria de viver.  Na verdade, a linguagem literária transmite uma magia com maior amplitude e profundidade, numa dimensão de tempo, espaço e transcendência, que se renova a cada leitura, a cada imagem sugerida, a cada parágrafo, a cada oração, e a cada geração de leitores. Já no cinema, em cortes rápidos, mudança de ângulos e planos, em fração de minuto as imagens “descrevem” e limitam a condição de um personagem, sua forma de comportamento, seus hábitos, até suas intenções.  A imagem delimita um tempo, um espaço ou espaços, e condições que não podem ser alteradas. A linguagem da obra literária é mais poderosa, porque não retém os aspectos limitadores de uma produção cinematográfica; o autor, pelo seu talento descritivo e narrativo, conduz o leitor por infinitos labirintos semânticos da alma das pessoas, objetos e paisagens. Ao vivenciar as duas linguagens, você percebeu os limites e possibilidades de cada uma? Justifique. 
Ao vivenciarmos as duas linguagens, descobrimos que na linguagem cinematográfica a imagem delimita um tempo, um espaço e condições que não podem ser alteradas. A linguagem literária transmite um magia com maior amplitude e profundidade, cada leitor pode recriar na sua mente um tipo físico e psicológico de cada personagem. (Isadora, 4º Ano B) 


Maria Seronni, 4º Ano A

2. Vamos nos ater um pouco à importância da ilustração de um livro e, claro, a desse livro, em especial. A palavra ilustração tem, em sua raiz, luz. “As ilustrações dão vida e luz aos livros” - São belas e sábias as palavras de Jackson de Alencar, um editor de literatura infanto-juvenil. Ele nos traz também a orientação de que devemos educar nossos olhos, e não nos deixar seduzir somente pela primeira olhada, mas sim viajar pelo mundo subliminar das imagens... Então é muito importante que você se atente às ilustrações do livro, submergindo-se!

Trate, neste item, das suas impressões acerca das imagens à primeira vista e como, no decorrer de sua leitura, as ilustrações foram importantes para a sua compreensão, sedução e encantamento com o livro. 

As imagens são muito importantes para o livro. Quando vemos Hugo correndo pela estação, ficamos com vontade de folhear bem rápido para não perdê-lo de vista. As imagens, às vezes, mostram um lugar que a gente nunca foi e tem vontade de ir. Nós ficamos fascinados! (Letícia Borges, 4º Ano A)

Maria Rita, 4º Ano A

3. Brian Selznick é norte-americano. Além de escritor, ele também é ilustrador, formado pela Rhode Island School of Design. Durante um período de sua vida, Selznick trabalhou em uma livraria e lá guardou tudo que aprendeu com livros infantis para aplicar sua experiência em obras como “O Rei Robô”, “Menino de Mil Faces”, “A Caixa de Houdini” e “A Invenção de Hugo Cabret”. Toda obra de arte traz consigo o selo de uma nacionalidade. O autor demonstra, na sua obra, uma implícita mensagem da sua nacionalidade, valores da sociedade do seu país, da sua cultura. Para você, onde e como o livro manifesta isso? 

 Eu não dei conta de saber a nacionalidade do autor só lendo o livro, mas minha mãe uma vez me disse que isso é possível. Ela me contou que quando leu um livro de Liev Tolstói, deu para saber que ele era russo, por causa da riqueza de detalhes da narrativa.  (Luiza Parrode, 4º ano A)

4. O homem anseia por absorver o mundo, integrar-se a ele. Anseia por estender ao seu "eu" curioso e faminto, o mundo, até as mais remotas constelações e até os mais profundos segredos do átomo. O desejo do homem é de se desenvolver e completar para que possa ser mais do que apenas ele mesmo. O ser humano sente que só pode atingir a plenitude se apoderar-se de experiências alheias, incluindo tudo aquilo de que a humanidade, como um todo, é capaz e muito mais. O que não existe, ele inventa!
A busca de Méliès é bastante significativa. Méliès merece um lugar de destaque na História, ao lado dos grandes criadores e visionários de todos os tempos que levaram a humanidade mais longe!

Você acredita que a arte é uma possibilidade para ir além de uma dura e cruel realidade? Através da arte o ser humano é capaz de viver outras experiências e ideias, além das suas próprias dores? 

Eu acredito que a arte é muito importante para a raça humana. Ela salva vidas como: Frida Kallo, Arthur Bispo do Rosário, Yayoi Kusama. (Isadora, 4º B)

Eu acredito que a arte é capaz da transformar vidas e aliviar dores e minha arte preferida é o cinema. (Igor, 4º Ano B)


Isadora, 4º Ano B
5. No livro, o autor nos conta como realmente foi criado o primeiro estúdio de cinema, feito de vidro para deixar entrar toda luz possível, e os bastidores dos primeiros filmes: cenários, figurinos e efeitos. "Aqui que inventamos os sonhos!", diz Méliès em um diálogo, o cineasta ilusionista que sonhou e encantou o mundo com seus filmes fantásticos. Tudo isso nos emociona e nos convida a refletir sobre o imaginário da realidade e a realidade do imaginário, sobre como os sonhos e a imaginação criam realidades, nos fazem  inventar a vida. Para você, como a literatura, a arte podem ultrapassar a realidade? Explique.

A literatura e a arte ultrapassam a realidade porque para a imaginação tudo é possível, não há o que não possa acontecer... (Maria Luiza, 4º Ano A)


"O Alienista" - 5º Ano
Autor: Machado de Assis
Editora: Ática


“E aqueles que foram vistos dançando
 foram julgados insanos 
por aqueles que 
não podiam escutar a música”. 
Friedrich Nietzsche




Certa vez, Ferreira Gullar escreveu sobre um artesão e sua casa feita de conchas: “uma casa de sonho para que o seu sonhador pudesse morar no sonho. Como um pintor que lograsse habitar o seu próprio quadro ou o poeta, o seu próprio poema”
Pois então, assim somos todos: seres construtores das próprias fantasias na esperança de poder habitá-las. Mas sabemos que nem sempre é possível. Afinal, quem nunca lamentou o alarde frustrante do despertador que insiste em tocar na melhor parte do sonho? Quem nunca chamou de “doido” algo ou alguém que denunciasse a loucura da nossa normalidade?
Machado de Assis nos convida aos limites da loucura e da sanidade e, junto a isso, de forma  comovente, realiza uma crítica social que lança a pergunta “O que é loucura? Quem é louco, realmente?”.
  Em meio a uma tempestade de pensamentos e sentimentos, esse livro, com certeza tem muito a nos surpreender e  emocionar. Uma  bela e sensível leitura que nos possibilitará desvendar os segredos do lado instável e desequilibrado do ser humano... Vamos juntos nos deleitarmos com todo o ceticismo, ironia, amargura e senso de humor do maior escritor brasileiro de todos os tempos, Machado de Assis! 



Emanuelle, 5º Ano A

1. Em 1882 o escritor brasileiro Machado de Assis publicou o conto “O Alienista”. Na obra o autor lançou uma crítica desenfreada ao cientificismo, à sociedade da época e às relações de poder, sobretudo naquilo que diz respeito à loucura. Nessa última e mais nova edição do livro, a capa é ilustrada por uma obra de Arthur Bispo do Rosário. Assim como em 'O Alienista', o trabalho de Arthur Bispo do Rosário suscita muitas reflexões sobre os limites da loucura. A diferença é que o tema tratado no texto de Machado está presente na própria figura de Bispo. Diagnosticado como esquizofrênico-paranoico, ele criou cerca de mil peças (como miniaturas de navios de guerra, roupas e estandartes bordados) com objetos do cotidiano. Bispo procurava fazer um inventário do mundo para o dia do Juízo Final, quando se apresentaria à Deus com um manto especial. Para você, a farda representada na capa de 'O Alienista',  remete à impossibilidade de definir o que é sanidade e o que é loucura?  O projeto gráfico da capa pode ser também interpretado como uma referência ao poder arbitrário e controlador exercido no livro, por Simão Bacamarte? 

Arthur Bispo do Rosário era um artista "alienado", possuía perturbações mentais. Simão Bacamarte (o alienista) cuidava dos doentes mentais. Assim, uma obra do Bispo cabe perfeitamente na capa. O Bispo pode ser mais um dos "loucos" do livro.(Ana Beatriz, 5º Ano A)

O gráfico da capa representa uma crítica a ciência. Arthur Bispo do Rosário era "louco" e o livro fala muito sobre a "loucura". A "loucura" une as duas obras. (Pedro Paulo, 5º Ano A)

A farda lembra a impossibilidade de definir o que é sanidade e o que é loucura e também representa o poder pois ela tem o sentido de aprisionar. (Marcos, 5º Ano A)


Yuri, 5º Ano A

2. A Coleção Bom Livro, da editora Ática,  foi quem reformulou o projeto gráfico para essa edição: passou a incorporar obras de arte contemporânea brasileiras no design de suas capas. A mistura do clássico e do contemporâneo foi além de uma estética diferenciada - trouxe  a discussão da arte contemporânea aos seus atuais leitores. 
Leia o que declarou o editor Fabrício Waltrick, da Editora Ática: "por parte dos leitores, ocorrem discussões sobre a adequação dessas novas capas para o público adolescente, que supostamente não se interessa por Arte Contemporânea". Para você, essa proposta enriquece a obra? O  diálogo entre as duas linguagens: artes plásticas e literatura – realizado em tempos e espaços diferentes – dá maior valor ao objeto-livro?

 “Nossa intenção foi ampliar o público e, ao mesmo tempo, mostrar a permanência desses livros nos dias de hoje. Daí a escolha por artistas brasileiros contemporâneos. São os nossos clássicos de séculos atrás representados num olhar de hoje (mesmo que incidental). Não haveria melhor maneira de mostrar que aqueles livros – tão desgastados pelas leituras obrigatórias – eram arte, senão usando a própria arte.” 















Auto da Barca do Inferno. Obra da capa Azulejaria de cozinha com caças variadas, de Adriana Varejão.

O Crime do Padre Amaro. Obra da capa sem título, de Hidelbrando de Castro.

O Cortiço. Capa com detalhe da instalação Iruption Series, de Regina Silveira.

Os Bruzundangas. Obra da capa Desenhos em Bananas Retrato de Tónico Lemos Auad.


A proposta muito enriquece a obra. As duas artes combinam muito perfeitamente. O público pensa que isso é impossível, mas é possível porque a obra fala de gente, e gente é gente sempre. Pode ser antigo ou de hoje, que é atual e pode atrair as pessoas mais velhos e as mais novas. (Maria Luiza, 5º Ano A)

Maria Luiza, 5º Ano A


3. A loucura como doença da mente não é uma adversidade contraída pelo homem apenas na modernidade. Desde muito tempo relata-se a presença da doença mental. Entretanto, o seu tratamento ao longo da história foi deveras questionável. Sua cura, muitas vezes, esteve ligada à extrema exclusão ou até mesmo a rituais religiosos e cerimônias de exorcismo. A loucura enfocada pela ciência, tendo a psiquiatria como uma especialidade médica, só ocorreu a partir do século XVIII,  em 1793, com o médico francês Philipp Pinel. Desde então, a abordagem de cunho científico, passou a fazer parte do tratamento da doença mental. Ano passado, a Escola Espaço Criativo levou os alunos para viverem essa realidade em uma visita à Colônia Juliano Moreira. Lá viveu o artista Arthur Bispo do Rosário, que através da sua arte criou um universo lúdico de bordados, estandartes e objetos durante os mais obscuros períodos da psiquiatria – época dos eletrochoques, lobotomias e tratamentos violentos aplicados para o controle de crises. Sem se dar conta, ele não só driblou os mecanismos de poder no manicômio como utilizou sobras de materiais dispensados no hospital para criar suas obras, inventando um mundo paralelo, capaz de salvá-lo de sua realidade cruel e adoecida. Para você a arte tem esse poder libertador? Explique. 

A arte liberta... A arte que libertou Bispo do Rosário, libertou Machado de Assis e liberta a mim e a você... (Ana Beatriz, 5º Ano A)

Pedro Paulo, 5º Ano A
4. Convide seus amigos a cantarolar uma canção do Nando Reis: 
Não Vou Me Adaptar
Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia
Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar
Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
É que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho
Será que eu falei o que ninguém dizia?
Será que eu escutei o que ninguém ouvia?
Eu não vou me adaptar, me adaptar.

João Pedro Calassa, 5º Ano A
Aquiete-se um momento e reflita nas coisas que fazemos para ‘dar conta’ da demanda social, na bagagem extra das expectativas exacerbadas em nós depositadas. O que você pensa sobre a busca incessante de adaptação ao ambiente social, da necessidade de agradar a todos? Será que há nisso algum tipo de “loucura”?  

Para mim a loucura é muito mais da sociedade de hoje em dia. A normalidade não está naquele que é normal, mas sim naquele que é diferente. A pessoa diferente é a que foge da realidade porque a realidade nos faz sofrer...( Charbel, 5º Ano A)

As pessoas continuam adoecendo hoje em dia, por causa da cobranças da sociedade. A sociedade quer que as pessoas sejam ricas, bonitas, magras... perfeitas, mas ninguém é perfeito! Se torna louco aquele que tenta fazer tudo como a sociedade quer.( João Pedro Calassa, 5º Ano A)

É mesmo complexo e paradoxal a definição de sanidade e loucura. A busca e a aplicação de normas que as delimite são as principais razões da vida de Simão Bacamarte. Médico da provinciana Itaguaí, gerou medo e veneração ao tentar fixar o parâmetro da normalidade.  Em 'O Alienista', Machado de Assis mostra, satiricamente, o funcionamento da ciência em um país periférico como o Brasil do século XIX - e como a população é, no mais das vezes, instrumentalizada em nome dos que detêm o poder. Passados tantos anos essa “realidade” sofreu alguma alteração? Justifique.

Isso é uma grande loucura! Ainda acontece hoje porque a sociedade quer ter o poder de dizer tudo o que temos que fazer, mas quando eu for adulta e  se eu não quiser ter filhos, casar ou não seguir a carreira que os outros esperam que eu siga, isso não quer dizer que eu estarei louca, mas quer dizer que eu tenho as minhas escolhas pessoais. (Sofia Reis, 5º Ano A)

No passado, como hoje, as pessoas querem escolher o nosso destino, o nosso futuro, e precisamos ter a liberdade de escolher o que desejamos, isso é saúde. A própria pessoa escolher é normal, mas a sociedade escolher é uma enorme loucura! (Sofia Costa, 5º Ano A)

Ana Beatriz, 5º Ano A

Luana, 5º Ano A
Sofia Reis, 5º Ano A


Atividades Literárias realizadas pelos alunos da Escola Espaço Criativo.