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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A poesia de Arthur Bispo do Rosário

“Estar louco é uma questão extremamente relativa.” 
Carl Gustav Jung 




Bispo do Rosário tentava organizar a bagunça da sua cabeça preenchendo os vazios do mundo através da arte.
Ana Beatriz, 4º Ano A.






A forma como o Bispo tentava organizar sua mente para preencher os vazios que haviam no outro mundo mexeu muito comigo, isso deve ter acontecido com um monte de pessoas.
Amana, 4º Ano A.








Arthur Bispo do Rosário tentava fazer o mundo em obras...
João Rafael, 4º Ano A.





Ele foi marinheiro, percebemos isso nas obras dele.  Sua arte era um jeito dele se acalmar.
Marcos, 4º Ano A.


O Bispo navegava e navega dentro da gente...
Luana, 4º Ano A.






Obrigado Bispo por ensinar para a gente que a arte cura muita coisa.
Gabriel Moura, 4º Ano A.





O Bispo tinha um transtorno e a arte era como um remédio. Com os materiais que dispunha ele representava o que era real, o que era sonho e o que era o mundo. Ela dava um outro sentido ao objeto ou uma nova vida. Ele se dizia filho de Deus e seu “Pai” havia lhe dado uma tarefa, que era  a de re-criar o mundo...
Sophia Reis, 4º Ano A.






Com a sua arte ele tentava organizar o próprio mundo.
Rafael, 4º Ano A.








No Hospital Juliano Moreira, Bispo do Rosário construiu uma cama-nave para reproduzir uma cena de Shakespeare com a sua amada Rosângela Maria.
Charbel, 4º Ano A.





Através da sua arte, Bispo queria dizer dos seus sentimentos.
Pedro, 4º Ano A.





Bispo dizia: - No papel está escrito que eu sou esquizofrênico paranóico, mas isso é mentira!
Isis, 4º Ano A.





Arthur Bispo estava em uma cela, mas ele através da sua arte se via em um navio...
Daniel, 4º Ano A.





 Com a arte do Bispo somos mais humanos.
Vitor Alvarenga, 4º Ano A.





Bispo queria representar o mundo e com a sua arte elevou-se a “rosário” ...
João Pedro Calassa, 4º Ano A.






Bispo tentava organizar as coisas do mundo em sua memória...
João Gabriel, 4º Ano A.




Na sua cabeça tudo estava bagunçado e com a arte ele organizava as coisas.
Bruno, 4º Ano A.




O Bispo era muito inteligente, ele sabia coisas que ninguém sabia: o que é a coisa...
Flávio, 4º Ano A.




Sempre vou me lembrar da frase que ele falava: - Eu sou o próprio criador e você está falando com Ele.
Sophia Costa, 4º Ano A.





As obras bagunçadas eram a mente bagunçada dele.
Pedro Paulo, 4º Ano A.



Eu achei o Bispo muito sofredor, uma pessoa poética, um criador de mundos...
João Pedro Santos, 4º Ano A.





Já foi a hora dele ir, mas ele ainda voa por aí, pois é o deus marinheiro do mar...
Ana Júlia, 4º Ano A.



Mesmo que ele tenha se ido, devemos continuar essa história, não podemos deixar para lá, “mudar triste à feliz”...
Yuri, 4º Ano A.







Incrível como a arte nos humaniza, nos sensibiliza. O cansaço físico é insignificante perto do vigor espiritual pulsante que senti ao alimentar-me da poesia, da estética de tudo que contemplei nos dias de Rio de Janeiro (que por sinal.. continua lindo!). E não foi "só" isso! A reação das crianças diante da nova experiência me mostrou que nem tudo que reluz é ouro.... pode ser algo infinitamente mais valioso que isso... como o olhar encantado dos "pequenos criativos" diante da poética da imagem. As crianças mantiveram escuta atenta, olhar contemplativo e coração aberto. Parabéns à Escola Espaço Criativo pela iniciativa, por valorizar o que realmente importa, por enxergar além de questões pedagógicas (que obviamente também são muito importantes, mas não bastante) oferecendo alimento para a alma destes pequenos tão amados em nosso meio!
Carolina Parrode, coordenadora pedagógica.










Texto: Alunos do 4º Ano da Escola Espaço Criativo
Fotografia: Bárbara Sant'Anna Miguel e Arquivos Google