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terça-feira, 1 de julho de 2014

Ensinando a FELICIDADE

“O nascimento do pensamento é igual ao nascimento de uma criança:
 tudo começa com um ato de amor. 
Uma semente há de ser depositada no ventre vazio.
 E a semente do pensamento é o sonho.
 Por isso, os educadores, 
antes de serem especialistas em ferramentas do saber, 
deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos.”
Rubem Alves



O amor, os sonhos, a felicidade não são disciplinas previstas nos programas curriculares. À escola, cabe o ensino das ciências, da literatura, da matemática... 







Mas essas coisas que se chamam disciplinas, e precisam ser ensinadas, devem estar cheias de alegrias, e isso não consta nos currículos. Nós, aqui na Escola Espaço Criativo, seguindo os conselhos do escritor Rubem Alves - antes de sermos especialistas nas disciplinas do currículo, buscamos ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos. Queremos fazer das ferramentas do saber, deleite para a alma. Que coisa mais deliciosa haverá que usar os conhecimentos para se tornar sensível à beleza? É isso, nos propomos a ensinar a felicidade.




Hoje, às vésperas das férias, experimentamos uma estranha alegria. A alegria que se tem diante do vivido que vai passando: festejamos a nossa multiplicidade com as crianças do CORAE; 








juntamos açúcar, farinha, afeto e mais o desejo de dividir em porções o amor, para celebrarmos a páscoa; 





















demos um caloroso abraço no Parque Areião, e nos integramos à natureza; 







nos fazemos maiores e mais conscientes da nossa cidadania, ao visitarmos o Congresso Nacional em Brasília; 












nos obliteramos dentro da beleza das infinitas obsessões de Yayoi Kusama;  


















fizemos também um pé de flor e plantamos, no coração dos que se ofereceram ao encantamento, a felicidade e a leveza da poesia.  






No JIEC, nos unimos em força e fé  para além do futebol;


















fizemos da nossa Aldeia um espaço de vida e de construção dos nossos direitos e deveres;

















 e por fim, reunimos nossos achados e afetos na Festa de Cultura Popular, em um tributo à diversidade brasileira. 

















Vivemos dias maravilhosos, recheados de arte e ciência, e como passaram rápido.  Ao final, ficou a certeza de que ensinar é algo que nos dá prazer; ficou a recompensa de reconhecer nas crianças a felicidade diante do então proposto e vivenciando aqui na Escola.







Chegaram as férias! Imaginamos que não devíamos tirar férias das coisas que nos trazem alegrias. É por isso que sentimos tantas saudades e não paramos de  inventar novos sonhos. Da alegria não se tira férias, será apenas um “até breve...











Que vocês, pais e filhos, durante as “férias”, possam realizar atividades em  comum, como: cuidar das plantas, podar a grama do jardim, escutar música, ir para a cozinha fazer brigadeiro, ou qualquer outra receita, ou mesmo, que se admirem com a beleza de um pôr do sol . 





Mas, que acima de tudo, tenham realmente encontros de magia, de alegria e de prazer por estarem um ao lado do outro...







Abaixo, seguem mais algumas sugestões de atividades:






1. Incentivar o cumprimento de pequenas regras, responsabilizando seu(a) filho(a) por suas atitudes, dando-lhe a segurança de que tem nos pais, o apoio necessário.




2. Promover situações que possibilitem o salto, a corrida, o subir e o descer, desenvolvendo assim os grandes músculos.


3.Propor atividades de recortar, e montar torres com pequenos objetos ampliando, dessa forma, o controle da força manual.




4. Sempre que possível, ampliar o convívio com muitas histórias, jogos variados e brincadeiras. Também o diálogo Pais/Filhos é de suma importância para o crescimento intelectual e emocional da criança.















5. Uma sugestão interessante são os jogos com baralhos, dados, tabuleiros, adivinhações e bingo de números; que envolvem questões relativas ao número. Se formos analisar cada jogo, passo a passo, teremos como resultado um leque de condutas envolvendo o raciocínio lógico, quantificações, comparações entre os números e operações aritméticas. A quantidade de operações realizadas por cada criança ao longo de um jogo é imensamente maior do que a que poderia realizar operando em proposta fechada, como, por exemplo: “faça a adição de dois mais três. Ao longo de um jogo, a criança poderá realizar vinte, trinta ou mais operações de adição.















6. Dramatize, discuta, explore com desenhos, escrita, recortes ou colagens, fábulas, provérbios, trava-língua, adivinhas....que agradam enormemente as crianças. Novas criações podem surgir. Manifestem juntos a criatividade...



7. Realize jogos de escrita, bingos de letras, caça palavras, e forca. Deixe à sua disposição cartelas ou letras móveis para que a criança pense sobre qual vai usar. Sempre que ele(a) não souber o nome de uma letra,  como se escreve uma palavra, ou seu significado, dê a ele(a)  essa informação. E quantas vezes forem necessárias.


8. O raciocínio lógico deve ser estimulado  e trabalhado a partir de situações diárias e significativas para a criança . Por exemplo : a criança enquanto brinca pode classificar objetos (grossos, finos, compridos, curtos, madeira, plástico, vermelho, azul, amarelo, grande, pequeno); pode formar grupos a partir de uma característica escolhida; ou fazer contagem de bonecas, carinhos, espadas,e comparar onde tem mais, onde tem menos; fazer seriação de objetos (do maior para o menor, do menor para o maior, do mais colorido para o menos colorido, do mais grosso para o mais fino). Lembrando que os jogos também proporcionam um contexto excelente para o pensamento em geral e para a comparação de quantidades. Esses podem ser: de tabuleiro, de memória, batalha…



Tenham todos um descanso feliz e merecido! Na volta as alegrias serão de um tanto maior e ainda melhor. Boas férias!



Direção Pedagógica
Fotos: arquivo da Escola